Família de ex-jogador de basquete que espancou namorada em elevador relata ameaças; ‘Não cometeram nenhum crime’, diz defesa

Atualizado

Ex-jogador de basquete é preso por agredir namorada com 60 socos

Os familiares do ex-jogador de basquete Igor Eduardo Cabral, que agrediu a namorada em um elevador em Natal com mais de 60 socos, emitiram uma nota pública nesta quarta-feira (30) relatando que estão sofrendo ameaças.

A nota, assinada pela defesa do acusado e pela família, cita que “familiares não têm responsabilidade sobre os atos cometidos” e “não cometeram nenhum crime”. Além disso, o documento reafirma que a Justiça está atuando no caso e o investigado está à disposição das autoridades.

A agressão aconteceu no último sábado (26). Igor Cabral, de 29 anos, foi preso em flagrante e teve a detenção transformada em prisão preventiva, após passar por audiência de custódia. Segundo a polícia, ele vai responder por tentativa de feminicídio. A vítima, de 35 anos, teve múltiplas fraturas no rosto e no maxilar e deve ser submetida a uma cirurgia.

A nota foi emitida após uma casa ter sido pichada nesta quarta-feira (30) com ameaças ao ex-jogador, e um endereço de familiares ter sido vazado publicamente como se pertencesse ao acusado.

“É necessário esclarecer que o endereço divulgado em algumas matérias e redes sociais não pertence ao jovem envolvido no caso. Trata-se de um ambiente estritamente comercial, local de trabalho de familiares, que não tem qualquer relação com o ocorrido”, citou a nota.

“A exposição indevida deste local tem causado transtornos, ameaças e constrangimentos a pessoas que não têm qualquer envolvimento com a situação, violando o direito à privacidade e à imagem, conforme assegurado pela Constituição Federal”, acrescentou.

Na nota, a família informou ainda que lamenta profundamente o que ocorreu e reiterou que a Justiça está atuando no caso. A defesa reforçou que o acusado está à disposição das autoridades competentes e será julgado conforme o ordenamento jurídico, “com todas as garantias asseguradas a qualquer acusado, conforme o princípio do devido processo legal”.

“Reforçamos que os familiares não têm responsabilidade sobre os atos cometidos. São cidadãos comuns, trabalhadores, que foram igualmente surpreendidos com os fatos e estão profundamente consternados. É imperativo que possam continuar exercendo seus direitos ao trabalho e à dignidade, sem serem punidos por algo que não fizeram”, citou a nota.

Diante desse cenário, a defesa do acusado pediu que seja permitido à família viver “em paz, sem perseguições, julgamentos ou exposição indevida, pois não cometeram nenhum crime”.

Vídeo mostra agressões

O crime foi registrado pela câmera do elevador do condomínio. O vídeo mostra o casal discutindo e, quando a porta do elevador se fecha, Igor parte para cima da vítima e começa a desferir socos. É possível perceber que ele deu pelo menos 60 socos. A mulher ficou com o rosto completamente ensanguentado.

Segundo uma amiga da vítima, que pediu para não ser identificada, o segurança do condomínio acionou a Polícia Militar ao ver as imagens. Quando o elevador chegou ao térreo, o agressor foi contido pelos moradores e preso em seguida. A vítima foi levada para o Hospital Walfredo Gurgel.

Discussão começou em área comum do condomínio

O acusado começou a discutir com a vítima em uma área comum do condomínio, segundo a Polícia Civil. Eles estavam fazendo churrasco com amigos.

A discussão começou por ciúmes, segundo a delegada Victória Lisboa, da Delegacia de Atendimento à Mulher em Natal, que investiga o caso. Ele pediu para ver o celular da vítima, que mostrou, mas ele ficou enciumado e quis conversar com ela.

Testemunhas informaram que, durante a discussão, o homem jogou um celular na piscina. Uma vizinha, Iranilda Oliveira, contou que estava comemorando o aniversário da neta quando presenciou o momento em que ele jogou o celular e iniciou a perseguição à vítima.

A delegada explicou que Igor subiu de elevador para pegar seus pertences na casa da vítima. Ela o acompanhou e, dentro do elevador, ele passou a agredi-la. Segundo o depoimento, ele alegou que teve um “surto claustrofóbico” durante a discussão, o que culminou com a agressão.

Como denunciar

Saiba como denunciar casos de violência contra a mulher:

  • Polícia Militar – telefone: 190. Atendimento emergencial.
  • Polícia Civil – telefone: 181.
  • Central de Atendimento à Mulher – telefone: 180. Recebe denúncias, orienta vítimas e encaminha casos aos órgãos competentes.

(IMAGEM: REPRODUÇÃO)

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